Auto-dúvida

150 PERGUNTA: Quanto a viver no Agora e ver o que está lá, descobri que sempre preciso de garantias. Isso me fez perceber que dificilmente vivo de uma maneira inconsciente. Tudo sempre voltado para a obtenção dessa tranquilidade. Vivo para ser o que gostaria de ser, não o que sou. Você pode me ajudar com isso?

RESPOSTA: Sua necessidade de garantia se baseia na dúvida de que você conta, de que seus valores intrínsecos são suficientes. Você teme que suas próprias opiniões não sejam válidas, então você precisa da confirmação ou garantia de outras pessoas. Quaisquer necessidades irreais têm uma qualidade viciante; quanto mais se precisa deles, mais fortes se tornam os esforços doentios e mais se distanciam da fonte interna de todas as soluções. Além disso, quanto mais a pessoa se acostuma, mais acha que precisa dela.

Quando você entrar no momento, pergunte a si mesmo que tipo de garantia você deseja. Então pergunte a si mesmo onde você está inseguro. A incerteza subjacente à sua verdade presente deve ser revelada. Você descobrirá então que existe um oportunismo covarde onde quer que você se afaste de sua verdade em relação à verdade universal. Esse oportunismo baseado no medo pode ser facilmente encoberto por uma aparente rebelião.

Esta descoberta já é a primeira camada do momento. Saber disso permite que você vá para a próxima camada, que é explorar a dúvida que parece precisar de confirmação. Onde você, talvez, abandone uma lei natural e nem mesmo queira conhecê-la, para não se colocar em perigo por se opor ao que você teme que o mundo espera de você? Voce entende?

PERGUNTA: Sim, acho que entendo muito bem. Agora, supondo que minhas dúvidas e necessidade de reafirmação digam respeito à minha masculinidade. Como isso se aplica ao que você disse sobre a lei natural em oposição a atender às expectativas das pessoas ao meu redor?

RESPOSTA: Você abandona a lei natural por não confiar na natureza benigna de seus sentimentos. Você os cortou. No fundo de você existe um mecanismo que diz: “Não, não irei adiante. Eu me permiti ir tão longe porque é prazeroso, mas não vou arriscar que minha natureza inteira siga seu curso. ”

Você faz isso em parte porque teme a censura do mundo e em parte por causa de um equívoco. Você tem medo, mas também se sente ameaçado por sentimentos naturais em si mesmo e presta fidelidade a um mundo que parece dizer que não se deve confiar nesses sentimentos. Você nega as forças universais dentro de você. Você quer jogar pelo seguro.

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